segunda-feira, 6 de abril de 2015

Provoquei um tsunami?Como?

Somos ensinados por Deus, através da sua palavra a olhar para a natureza, com o olhar de aprendizado. “Olhai para as aves dos céus...” (Mateus 6:23) “... Olhai para os lírios...” (Mateus 6:28). A natureza com toda a sua simplicidade, mistérios e riqueza de detalhes, tem muito a nos ensinar. Olhando para o mar, podemos aprender sobre limites. Como assim?
Em um determinado dia caminhando com uma amiga na praia, ela disse-me: “Mônica, olha como as coisas de Deus são perfeitas, ele estabelece limite para tudo. Tanto o mar como a terra, permanece exatamente em seus lugares, em seus limites.” Lindo discernimento dado por Deus à minha amiga.
Hoje ao olhar mais uma vez para o mar, fico a imaginar, quão grandes estragos são provocados, quando o mesmo através de seus tsunamis, decide ultrapassar seus limites e invadir o espaço pertencente à terra. Mas para uma melhor compreensão, vamos aprender o que é um tsunami. O que é um tsunami? É uma série de ondas gigantes, causadas pelo movimento repentino no fundo do mar ou perto do oceano, que acabam gerando uma grande perturbação na água. Esse movimento pode ser desencadeado por diferentes fenômenos, como abalos sísmicos, erupções vulcânicas, deslizamentos de terra e alguns outros. Sendo assim, podemos afirmar que o mar apenas ultrapassa seus limites, quando é perturbado. E nós, quando ultrapassamos os limites a nós estabelecidos?
É importante que tenhamos a preocupação em respeitar limites. Quando conseguimos tal proeza, demonstramos a nossa evolução em matéria de humanismo. Damos início a um processo grandioso de autodisciplina, de compreensão e de respeito ao próximo. Ao aprendemos a respeitar o espaço do outro, fazemos com que o nosso espaço também seja respeitado.Isso é válido tanto no âmbito pessoal, como também profissional.
É incrível como alguns seres humanos têm a capacidade de invadir a vida do outro, sem nenhum pudor. Fazem isso com a maior facilidade do mundo, como se fossem possuidores da patente da vida alheia. É importante aprender que as decisões e escolhas alheias só nos dizem respeito quando influenciam diretamente ou indiretamente na nossa vida, de outra forma estamos invadindo a privacidade, o limite de outra pessoa.
Quais as consequências de invadir limites alheios? Muitas são as consequências, mas a maior delas com certeza é a reação do outro, que na maioria das vezes vem como um tsunami, devastando tudo. No entanto, ninguém aplaude um tsunami, Isso é claro, devido aos grandes estragos deixados por ele. E no final ficam apenas as vitimas, não é mesmo? Pessoas que foram atingidas injustamente, por estarem no lugar errado e na hora errada. Atingidas injustamente? Nem sempre, porque estar em determinado lugar, em determinada hora, tira-nos da condição de vítima, e nos coloca na condição de responsáveis pelas nossas próprias escolhas. Na maioria das vezes é nossa a decisão de ir, aonde ir, com quem ir e a que horas ir.
Como um tsunami, assim são as reações humanas, quando alguém decide mexer no mais profundo da sua privacidade. Logo se iniciam as perturbações e com elas a perda da brandura, do equilíbrio, do domínio próprio e da mansidão, que consequentemente vêm acompanhadas de atitudes que muitas vezes causam um impacto degradante.
Algumas pessoas são extremamente cuidadosas no quesito respeitar os limites alheios, no entanto, muitas vezes são altamente prejudicadas pela falta de cuidado no quesito relacionamentos pessoais e também profissionais. É importante ficarmos atentos com projetos e pessoas as quais decidimos pactuar, apoiar e incentivar. Principalmente quando não sabemos quais águas por eles foram perturbadas e quais limites por eles foram ultrapassados. Quando um tsunami invade os limites pertencentes à terra, todos os que se encontram  no local são bruscamente atingidos.
Estar no projeto errado, com pessoas erradas pode facilmente levar-nos a ter a nossa vida devastada.


Mônica Bastos – é Administradora, Escritora, Blogueira, Professional & Self Coaching, Coaching de carreira, Coaching de relacionamentos, Business and Executive Coaching, Analista Comportamental, Palestrante, Conferencista e Especialista em Desenvolvimento Pessoal e Administrativo no Ambiente de Trabalho. Autora do livro Um Líder Recrutado por Deus e coautora dos livros Damas de Ouro, Coaching & Mentoring - Foco na Excelência e também do E-book 15 Lições de carreira para Administradores.

terça-feira, 10 de março de 2015

Amigos ou inimigos?

Não devemos preocupar-nos com os inimigos que estão distantes, mas com aqueles que vivem pertinho de nós, disfarçados de amigos.
Muitas pessoas podem nos odiar, mas ninguém tem tanta facilidade em nos atingir do que aqueles que estão pertinho de nós, aqueles que têm livre acesso à nossa casa e também à nossa vida. Um dos animais mais peçonhentos que conhecemos é a cobra, mas para picar-nos e destilar o seu veneno, ela precisa estar perto de nós o suficiente para atacar. São perigosas, porque geralmente nos pegam de surpresa. Muitas até conseguem se disfarçar.
Alguém conhece alguma espécie de cobra que pica a distância? Não, isso é Impossível não é mesmo? O mais perto disso é a Naja, uma espécie de cobra que cospe veneno. Segundo alguns estudiosos essas cobras seguem o movimento do alvo e depois atacam. No entanto percebemos que nos livrar do veneno dessas cobras é bem mais fácil, até porque para que possam nos atingir elas precisam ser vistas. Quando vemos o perigo, é mais fácil nos defender.
Ouvimos inúmeras histórias de pessoas que no decorrer da sua vida, tornaram-se vítimas dos seus falsos amigos, como por exemplo, a história de Jesus Cristo e do seu apóstolo Judas Iscariótes.
Jesus veio ao mundo trazer a nós o seu plano de redenção, e durante a sua caminhada decidiu preparar doze homens para dar continuidade a esse projeto tão lindo e importante. Esses homens eram seus discípulos, homens que tiveram o privilégio de conviver com Cristo e conhecê-lo verdadeiramente.
Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Mt 16:15-16.
Cristo amava todos os seus discípulos, assim como ama cada um de nós. E ele sabia exatamente com quem estava lidando. Jesus sabia que no meio dos seus doze, havia alguém se aproveitando da condição de ser seu amigo, de estar perto dele e de saber todos os seus passos. Jesus era de verdade e sabia exatamente quem era de mentira. Alguém se beneficiou do fato de conviver com Jesus para vendê-lo.
Ao nos relacionamos com alguém, sabemos exatamente do que cada um é capaz de fazer. Sua vida, seu comportamento e suas atitudes, revelam-nos diariamente quem é quem. Como Cristo, também identificamos os falsos.
Quando alguém quer saber informações ao nosso respeito, aproximam-se de “amigos” que estão perto de nós e pagam pelas informações. Quando mantemos determinadas amizades passamos uma mensagem de que estes amigos conhecem todos os nossos segredos. Mas nem sempre é verdade.
Judas era falso, mas mesmo assim Jesus permitiu que o mesmo permanecesse ali até o final. E na última ceia lá estava Judas, sentando entre os verdadeiros.
Porque Jesus permitiu que tudo aquilo acontecesse? Era um plano, um projeto que precisava ser cumprido e Judas mesmo sendo falso, fazia parte daquele projeto.
Assim como Cristo, precisamos dar continuidade aos projetos de Deus para nossa vida, e mesmo muitas vezes sendo difícil, acreditamos que algumas pessoas, por mais falsas que sejam, fazem-se necessárias para que estes projetos se concretizem. No entanto, é preciso lembrar como termina o final dessa história, e principalmente o final de Judas Iscariótes.
Chegará um determinado momento, em que cada um ficará no seu devido lugar, os de verdade e também os de mentira.

Mônica Bastos

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A igreja e o seu pseudo amor ao próximo

A igreja prega tanto a respeito de amar o próximo, no entanto, será que alguém pode me ensinar a fazer isso? Estou tentando, mas percebo que é algo bem complicado de ser feito. Como amar ao próximo, se não posso ficar próximo dele? Quando nos aproximamos: De um homem, é namorado. De uma mulher, é homossexual. De um homossexual, é destrambelhado.  De uma prostituta, é prostituta. De um ladrão, é comparsa. De um adúltero, é adúltero. Sem contar, que não podemos nos aproximar: De um doente, a doença é contagiosa. De um pobre, ele é ladrão. De um Espírita, traz maldição para o seu lar. De um católico, são idólatras. Do candomblé, lá vem macumba. Adventista, é seita. Pentecostais, são loucos. Batistas, sem unção. Depressivo, é demônio. Loucos, vão nos matar. Negro, é bandido.
Penso que devo ser realmente diferente da grande maioria, deve ser porque sigo a linha daquele cara chamado Jesus Cristo, àquele que não faz acepção de pessoas. Àquele que ama a todos de igual maneira independente das suas escolhas.
Aprendi que o ser humano é humano, e em relação a eles devemos sempre agir com cuidado e precaução, mas nunca com preconceito. Aprendi que independente da opção sexual, todos precisam de amor, cuidado e principalmente de uma palavra amiga. Que nós fazemos as nossas próprias escolhas, e precisamos ser respeitados por isso. Aprendi que menina ainda brinca com menina, que mulher tem amiga e que o clube da Luluzinha, é muito divertido. Que graça tem reunião de meninas, supervisionada pelos olhares de reprovação dos  meninos? Fala baixo; Só falam de roupas e de sapatos; Dieta e cirurgias plásticas. Isso na frente deles né? Porque quando não estão, expomos nossas dificuldades diárias, choramos e somos altamente confortadas com palavras de apoio e motivação. Não sabem os meninos que muitos casamentos são salvos porque o Clube da Luluzinha está sempre em ação. Desde cedo aprendemos a sermos cúmplices. Rir, chorar, brigar, falar bobagem, mas também se edificar e se ajudarem.Amamos as nossas amigas e somos livres para expressar isso. Aprendi que o homossexual (gay) também é homem e sabe por que as mulheres se dão muito bem com eles? Por que os Homens são muito machos e preconceituosos demais para serem seus amigos. Homossexual (lésbica) também é mulher. São excluídas pelos homens porque delas, eles sabem que não vão tirar uma casquinha.  Aprendi que nem toda doença é contagiosa, e que pessoas enfermas precisam de atenção,da mesma forma quem precisam dos médicos.  Depressão é doença  e os que são acometidos por ela, além dos cuidados médicos  precisam de amor, apoio e ombro amigo. Aprendi que pobre é aquele que julga e discrimina. As pessoas desprovidas de bens materiais precisam de cuidados especiais, e principalmente de pessoas que os motivem a mudar à sua história. Àqueles que não têm oportunidades, precisamos ensiná-los a criá-las. Aprendi que religião é crença, se quisermos respeito em relação as nossas crenças, precisamos respeitar as crenças dos outros, mesmo quando não concordamos. Todas as religiões têm sempre algo de positivo a nos ensinar e se não há tolerância, não há religião e sim fanatismo. Bandido não tem cor de pele específica,e muito menos placa estampada na cara. Sou negra e nunca roubei. Aprendi que prostituta também é gente como a gente, e que a sua decisão de vender o corpo, não influenciará na minha decisão de preservar o meu. Tenho convicção de  quem estou aqui para influenciar positivamente a vida das pessoas e sou capaz disso.
Àqueles que decidiram se esquivar da sociedade e pregar um pseudo amor, e que entendem que são bons demais para viver neste mundo que o Senhor nos deu, tenho uma dica: Morra. No entanto, quando chegar à porta do céu, não reclame quando ela não se abrir. E se ouvir uma voz alta bradando: “Nunca vos conheci: apartai-vos de mim.” (Mateus 7:23), é aquele cara chamado Jesus. E não se surpreenda caso aquela prostituta, ou o ladrão, ou homossexual ou qualquer um daqueles os quais você tem desprezado passar à sua frente, bater naquela porta e ela se abrir e ainda ouvir: Entre, filho meu, igreja minha, estava aqui esperando vocês.
Enquanto isso, eu Mônica Bastos, vou ficando por aqui, seguindo os passos de Cristo, convivendo com todos. Juntos aprendemos a ser pessoas melhores.E quanto às críticas e julgamentos? Alguém que porventura critica negativamente e julga seu semelhante, pode ser melhor que ele?


Mônica Bastos

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Como conseguir ser aprovado por todos?

Nós seres humanos somos emocionalmente atingidos com a visão negativa que algumas pessoas têm ao nosso respeito, no entanto, não podemos culpá-las por isso, afinal de contas, em nenhum momento damos a elas a oportunidade de conhecer-nos de verdade, porém, mesmo que tivéssemos todo o tempo do mundo, isso não seria possível. Desta forma, o que podemos fazer é aprender a lidar com este tipo de conflito. Não podemos perder tempo, preocupados com algo tão insignificante e que está totalmente fora do nosso controle. Sim, as pessoas não são obrigadas a gostar de nós e muito menos a aprovar a nossa opção de vida e nós não somos obrigados a mudar a nossa maneira de viver ou de encarar a vida, simplesmente porque algumas pessoas nos reprovam. Porque tanta necessidade de aprovação?
Não temos nenhuma necessidade de sermos aprovados neste mundo. Essa necessidade surge, quando reprovamos a nós mesmos, em algum aspecto da nossa vida. É uma cobrança que não vem do outro e sim de nós.   Às vezes, um simples olhar lançado sobre, é motivo o suficiente para fazer o nosso próprio julgamento. Um olhar é suficiente para fazer-nos chegar à conclusão, de que alguém reprovou o nosso cabelo, a nossa roupa, ou quem sabe o nosso comportamento. Mas como isso é possível? Isso é possível quando estamos inseguros quanto ao nosso cabelo, a nossa roupa ou o nosso comportamento etc. Não é o outro quem está nos reprovando, nós é que reprovamos a nós mesmos, de maneira totalmente imperceptível.
Sabemos que realmente existe uma opinião negativa de algumas pessoas ao nosso respeito, visto deixarem explícito, tal opinião. O que fazer? Vamos morrer ou brigar? Vamos mudar e esforçar-nos para agradar ao outro? Vamos abrir mão de nós mesmos em prol de alguém que nem é tão importante na nossa vida? Claro que não. A melhor lição a cerca disso podemos aprender com Jesus Cristo. Cristo veio ao mundo, sabia que era o filho de Deus, no entanto, não perdeu tempo fazendo discursos e tentando provar para o mundo quem de fato era. Ele apenas prosseguiu e em momento algum deixou de ser quem era, ainda que multidões o reprovassem, o criticassem e rissem pelas suas costas. Ele sabia que era o Cristo e isso era o suficiente para fazê-lo exercer o seu papel. Cristo não permitiu que as críticas e a reprovação de alguns o impedissem de cumprir à sua missão neste mundo.
Jesus escolheu algumas pessoas, as quais decidiu investir. Para esses mostrou-se, abriu-se e passou todos os seus ensinamentos. Ele não precisou gritar para o mundo e dizer que era o Cristo, mas as pessoas que estiveram perto dele tiveram o privilégio de conhecê-lo de verdade e esse conhecimento o fizeram ter convicção de que ele era de fato o Cristo. E estas pessoas o apresentaram ao mundo.
Não podemos parar em função da reprovação de alguns, pelo contrário, precisamos prosseguir rumo ao nosso alvo, de maneira que venhamos deixar o nosso legado. Não conseguiremos nos apresentar ao mundo, mas se conseguirmos nos apresentar de verdade a um grupo, mesmo que pequeno, de forma que venhamos fazer a diferença na vida deles, eles, não nós, de livre e espontânea vontade, se encarregarão de mostrar ao mundo quem verdadeiramente somos. 
Como conseguir ser aprovado por todos?Compreendendo que não precisamos desta aprovaçãoQuando sabemos de fato quem somos, não sentimos a necessidade de provar nada para ninguém e muito menos fazer franchising de nós mesmos.


Mônica Bastos

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Verdade ou consequência?

Muitos são os fatores que levam um relacionamento chegar ao fim, e por incrível que pareça, a verdade é um deles. Infelizmente muitos de nós seres humanos, não somos emocionalmente preparados para ouvir a verdade. Quem na sua infância não chegou chorando para a mãe toda descabelada relatando que a amiga disse que seu cabelo era feio? E advinha o que a mãe respondeu? Mentira dela bebê, seu cabelo é lindo, o cabelo dela que é feio.  
E assim fomos crescendo, em todos os momentos sendo privados de ouvir e encarar a verdade. Se nossos pais soubessem o tamanho estrago que estavam fazendo à nossa vida, com certeza, teriam nos preparado melhor.
Parece bobo, mas se fizéssemos uma autoanálise, veríamos o quanto esse pequeno detalhe interferiu e interfere em nossos relacionamentos. Quantos casamentos, namoros, amizades e até sociedades são rompidas simplesmente porque alguém decidiu falar a verdade?
Sabemos o quanto é difícil aprender a lidar com situações em que somos confrontados a ver ou até a ouvir coisas que nos ferem e nos machucam, mas que no fundo no fundo, sabemos que é para o nosso próprio crescimento.
Todas as vezes que vai sair de casa reclama que as roupas não cabem, que não ficam bem, que a barriga cresceu, e lamenta o quanto está gorda. Senta no sofá com uma caixa de chocolate, olhando as fotos antigas e chora porque tinha um corpinho lindo. Ai determinada ocasião seu esposo diz que você está gorda, pronto, motivo para separação. Ele não gosta de mim, ele me acha feia, ele aumenta a minha baixa estima. Não aguento mais... buá, buá. O pobre coitado deve está sem entender até agora, afinal de contas ele só olhou para você e disse que estava gorda, sim, não mentiu por que você sabe disso. Mas não queremos ouvir isso, não é mesmo? Bom mesmo é ouvir uma mentirinha básica, receber um falso elogio: Você está magrinha.
Visitamos uma amiga, comemos triplicado, e quando ela olha para nós e diz delicadamente: Percebi que engordou um pouquinho, não seria melhor emagrecer? Amiga, estou muito satisfeita com o meu corpo, meu esposo me ama do jeito que eu sou, e sabe de uma coisa? Sou linda.
Já sabemos que uma guerra foi armada, a amiga é invejosa, falsa e recalcada. Amigas? Nunca mais. Mas dias depois está lá no espelho, chorando e lamentado os quilos adquiridos, mas o bom mesmo ainda é ouvir aquela mentirinha básica, não é mesmo?
Infelizmente isso acontece em todos os aspectos da nossa vida, quando somos colocados frente a frente com a verdade, queremos tudo, menos enxergá-la.
O que fazer diante de tal situação? Aprendermos a lidar emocionalmente com as verdades as quais somos diariamente confrontados. Como?
Analise, quando ouvimos algo que não nos agrada, de antemão precisamos respirar fundo e fazer uma profunda análise do que escutamos. O que em determinado momento pode parecer afronta, pode ser apenas uma orientação. Aprenda, a  verdade por mais dura que seja, é sempre bem- vinda. Em todos os aspectos da nossa vida só trabalharemos em prol do nosso crescimento a partir do momento que aprendemos a ouvir a verdade. Sabemos que somos bons, mas que mal há ouvir que precisamos melhorar? O bom pode sempre ficar melhor. A verdade tem o grande poder de nos fazer enxergar aquilo que realmente somos dando-nos indícios de que precisamos sempre nos aperfeiçoar.
É melhor ouvir a verdade ou sofrer as consequências de ser iludido com a mentira?
A propósito, dá uma penteada nesse cabelo, está um pouco bagunçado. Brincadeirinha...

Mônica Bastos

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Altruísta ou egoísta?

Nós seres humanos somos tendenciosos ao egoísmo, há até controvérsia se essa é uma característica natural humana ou se é um hábito adquirido. Independente de ser uma característica natural ou hábito adquirido, assumir tal comportamento não é típico de nós seres humanos. Somos altamente ofendidos quando ouvimos tal afirmação ao nosso respeito. Será que somos de fato egoístas? Não é tão difícil descobrir, quando fazemos uma autoavaliação das nossas atitudes e quando nos esforçamos para saber a real motivação de cada decisão e de cada ação. Mas será que temos interesse em descobrir o quão egoístas somos?
Como assumir tal característica não é nada fácil, talvez o ideal fosse direcionar o nosso estudo para o outro lado, o altruísmo. Ouvir o quanto altruístas somos é bem mais agradável, não é mesmo?
Acreditamos que o altruísmo é uma legítima construção da cultura humana. Sendo assim, com muito trabalho e dedicação, podemos nos livrar de todo tipo de egoísmo, pois todas as vezes que agimos de maneira altruísta, deixamos de lado nosso lado egoísta. Se ao ler esse texto até aqui, você se perguntar: Porque eu deveria buscar ser uma pessoa altruísta? O que eu ganho com isso? Posso afirmar, o assunto é sério. O seu grau de egoísmo é bastante elevado. Mas de qualquer forma, vou responder-lhe. Você não precisa tornar-se uma pessoa altruísta, isso é questão de escolha. Você não precisa ganhar nada com isso, essa é o objetivo dessa filosofia.O altruísmo é a ação de amar ao próximo sem esperar nada em troca; é uma dedicação demonstrada de maneira desinteressada; filantropia ou abnegação. Quer um exemplo de altruísmo?Jesus Cristo, o maior altruísta que esta terra já viu. Aprenda em três passos a ser menos egoísta e mais altruísta.

1.  Nunca faça com o outro aquilo que não quer que façam com você: Quantas vezes nos decepcionamos com as pessoas que nos cercam, simplesmente por não se comportarem da maneira que esperamos? Agimos de maneira desleal e leviana com os outros, mas nos sentimos extremamente ofendidos quando alguém dá a nós tratamento semelhante. Antes de falar ou agir, se coloque no lugar do outro e pergunte a si mesmo: Será que eu gostaria de ouvir isso? Será que eu gostaria de ser tratado dessa forma?
Fiz uma postagem no facebook a respeito da maneira que nós nordestinos estávamos sendo tratados diante do resultado da última eleição presidencial. Foi uma postagem que resultou em inúmeros compartilhamentos e é claro, em muitas opiniões, algumas contrárias a minha, o que é normal e permitido. Mas uma pessoa não leu o texto e achou que eu estava criticando os nordestinos, educadamente pedi para que ela lesse o texto e depois desse a sua opinião. De repente uma amiga dela me mandou em off, uma mensagem pessoal e ofensiva, ela não estava falando mais do texto e sim o motivo pelo o qual eu o havia escrito. Inverdades, pois ela não me conhece. Educadamente tentei explicar, quando percebi que ela não me compreendia, decidi falar a língua dela. Disse algumas inverdades ao seu respeito, digo isso porque não a conhecia. Ela se desequilibrou e lembro-me que me disse: Como que pode dizer isso para mim? Você não me conhece, parece que nem tem família. Eu perguntei:  Te ofendi? Ela disse sim, você não tem o direito de falar assim comigo. Eu respondi: Você está certa, não posso tudo que disse ao seu respeito são inverdades, mas só queria que você sentisse o que eu senti ao ser injustamente ofendida por você. Quer dizer que você tem o direito de me dizer tudo o que quer e pensa que simplesmente devo calar-me? Agora você já sabe como me senti com tudo o que ouvi de você. Quem fala o que quer, ouve o que não quer. Ela disse: Desculpa-me, vamos esquecer esse assunto. Infelizmente as pessoas querem fazer e falar o que querem, no entanto não aceitam uma reação do outro, só compreendem quando passam pela mesma situação. Se não quiser ouvir coisas desagradáveis, não fale coisas desagradáveis, se não quiser ser exposto, não exponha ninguém. Tenho certeza que a amiga da minha amiga aprendeu a lição, da maneira mais dura, mas aprendeu.

2. Nunca cobre do outro aquilo que você não pode dar: Cobrar é algo extremamente fácil, principalmente quando temos plena convicção daquilo que estamos cobrando. Se eu pago determinado serviço, preciso receber por aquilo que estou pagando. Eu sou o contratante e ele o contratado. Mas quando nos referimos a atitudes e comportamentos as coisas mudam um pouco, precisamos de coerência. Como exigir de meu cônjuge, filhos, amigos, colegas de trabalho determinadas atitudes ou comportamentos sem que haja reciprocidade da minha parte? Faça o que eu digo e não o que eu faço? Será que funciona?

3.    Nunca faça nada, esperando retribuição: Quem em algum momento da vida não se lamentou de ter se doado a alguém ou a alguma causa em vão? Nada do que fazemos é em vão, desde que tenhamos a consciência de que nem sempre as pessoas reconhecerão o nosso esforço e dedicação, por conta disso o ideal é fazer sempre aquilo que está ao nosso alcance. Quando fazemos por alguém além daquilo que podemos, corremos o risco de nos prejudicar e segundo nos decepcionarmos.

Ser altruísta é pensar no outro, ao invés de pensar somente em mim.

“... cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo..." Martin Luther King



Mônica Bastos